Métodos Não Farmacológicos para Remissão do Estresse e Ansiedade

Métodos Não Farmacológicos para Remissão do Estresse e Ansiedade
5           Avaliação 5.00 (2 Avaliações)
(Tempo de leitura: 14 - 28 minutos)

Resumo: O presente estudo descreve os métodos não farmacológicos que podem ser utilizados para remissão dos sintomas de estresse e ansiedade da população, visto que tais métodos são pouco divulgados e difundidos aos usuários do Sistema Único de Saúde, podendo ser uma alternativa viável, contribuindo para a melhora da qualidade de vida dos pacientes e que não coloca como primeira escolha o uso dos ansiolíticos e benzodiazepínicos ou os associa aos métodos alternativos. Justifica-se a realização de tal estudo haja visto que o estresse e ansiedade são problemas de saúde pública que afetam grande parte da população. Estima-se que no Brasil 9,3% da população sofra de algum transtorno de ansiedade e estresse, além do estresse social, considerados exógenos causados por diversos motivos. Este estudo tem por objetivo compreender os métodos não farmacológicos (fitoterapia, musicoterapia, acupuntura, reeducação alimentar, atividade física e yoga), que são utilizados para remissão dos sintomas de estresse e ansiedade. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter bibliográfico através de revisão de literatura, nas bases de dados Scielo, Lilacs, Datasus e literaturas relevantes ao presente estudo. A partir desse levantamento bibliográfico pode-se concluir que os métodos não farmacológicos para o tratamento do estresse e da ansiedade são eficazes. Entretanto, cumpre ressaltar que no caso do uso de fitoterápicos são necessárias mais pesquisas que comprovem melhor sua eficácia. No que tange ao uso dos psicotrópicos, chega-se à conclusão que é preciso que haja critério na prescrição, além de educação em saúde para que a população não faça uso indiscriminado de tais drogas. Já no caso da acupuntura os estudos revelam que apresenta êxito para o tratamento dos transtornos supracitados. Ao pesquisar a variável musicoterapia e atividade física pode-se compreender que ambas são benéficas ao tratamento de ansiedade e estresse, com melhor relação custo benefício e acessibilidade. Os artigos que dissertam sobre reeducação alimentar apresentam limitações, pois não especificam os alimentos que devem ser consumidos para auxiliar na redução dos sintomas do estresse e ansiedade, e sim os componentes alimentares, tais como: triptofano, ômega-3, zinco, magnésio e vitaminas do complexo B. E, por fim, o yoga também demonstra promover melhoria na sintomatologia da ansiedade e do estresse. Assim sendo, verifica-se que existe uma carência de pesquisas nessa área, o que torna imprescindível uma maior dedicação cientifica ao presente tema.

Palavras-chave: Medicina Alternativa, Estresse, Ansiedade, Ansiolíticos, Remissão Sintomatológica.

 1. Introdução

O Estresse e ansiedade têm sido considerados problemas relevantes em nossa sociedade, pois, contemplam as principais causas do aumento do uso de ansiolíticos e benzodiazepínicos pela população, com a finalidade de reduzir os seus sintomas. Estresse e ansiedade também são motivos de afastamento da vida laboral, pois em alto grau podem tornar-se incapacitantes. Transtornos de ansiedade estão entre os transtornos psiquiátricos mais frequentes na população geral, os sintomas ansiosos estão entre os mais comuns, podendo ser encontrados em qualquer pessoa em determinados períodos de sua existência. (VIEIRA ET AL, 2009).

Uma pesquisa feita em 2015 pelo jornal A Tribuna identificou um dado importante: 70% dos Brasileiros sofre de estresse. Foram entrevistadas 1000 pessoas em São Paulo e Porto Alegre. (ISMA – Brasil) International Stress Management Association.

Destaca-se que tratamentos não farmacológicos não são muito difundidos, sendo os ansiolíticos considerados a primeira escolha para o tratamento destas patologias. (FÁVERO, SANTOS E SANTIAGO, 2017).  Estudos que versam sobre a presente temática são escassos. Tais fatores, nos levam à reflexão de que são necessárias medidas para que se pesquise mais a cerca dos métodos não farmacológicos que podem ser coadjuvantes ao tratamento e, assim, chegar ao êxito desejado. Os tratamentos não farmacológicos que foram levados em consideração nesta revisão bibliográfica são: Fitoterápicos, Acupuntura, Atividades físicas, Yoga, reeducação alimentar, entre outros, os quais discutiremos adiante. Este estudo teve por objetivo compreender os métodos não farmacológicos para remissão da sintomatologia do estresse e da ansiedade, bem como: Conhecer a eficácia do uso desses métodos e proporcionar opções para redução do uso de ansiolíticos e benzodiazepínicos. Como Metodologia utilizou-se a revisão bibliográfica, através das plataformas Scielo, Redalyc, lilacs, pubmed e outras literaturas relevantes ao presente estudo. Justifica-se a realização desse estudo pois o estresse e ansiedade são considerados problemas de saúde pública que afetam grande parte da sociedade.

2. Definições das Variáveis: Estresse, Ansiedade e Ansiolíticos

2.1 Estresse 

O termo estresse é de origem inglesa, “stress”, que significa pressão ou tensão. O Estresse é originado através de um estímulo emocional (estressor), alterando a homeostase interna do organismo, gerando mecanismos adaptativos. Esses deram origem à Síndrome Geral da Adaptação (SGA), a qual é composta por três fases, como se observa abaixo: (COSTA, LIMA, ALMEIDA, 2003; MARGIS, et al, 2003)

  1. Alarme – Esta se assemelha a um aviso, onde o indivíduo é capaz de desenvolver mecanismos de coping (Esforço cognitivo e comportamental para manter o equilíbrio, feedback ao estressor);
  2. Resistência – Persistência do estressor e desaparecimento das reações de alarme;
  3. Exaustão – Estresse crônico, não houve adaptação do indivíduo ao estressor, voltando ao estado de alarme

Segundo Rocha (2015), a sintomatologia das fases são:

  1. Fase: Mãos e pés frios, boca seca, dor no estômago, sudorese, tensão, mialgia, aperto na mandíbula, ranger os dentes, roer unhas ou ponta da caneta, diarreia passageira, insônia, frequência cardíaca aumentada, respiração ofegante, aumento abrupto e breve da pressão sanguínea e agitação.
  2. Fase: Problemas com a memória, mal-estar, formigamento nas extremidades, sensação de desgaste físico constante, mudança no apetite, aparecimento de problemas de pele, hipertensão arterial, astenia, gastrite prolongada, tontura, sensibilidade emotiva excessiva, obsessão com o agente estressor, irritabilidade excessiva e desejo sexual diminuído.
  3. Fase: Diarreias constantes, dificuldades sexuais, formigamento nas extremidades, insônia, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), hipertensão arterial, problemas de pele prolongados, alteração grande de apetite, frequência cardíaca aumentada, tontura frequente, úlcera, invalidez, pesadelos, apatia, astenia, irritabilidade, angústia, hipersensibilidade emotiva e perda do senso de humor.

Segundo Ronsein Et al (2003), o indivíduo que está constantemente submetido ao estresse terá diminuição do sistema imunológico, reduzindo o número de células linfáticas, deixando o organismo vulnerável a diversas infecções. O estresse também provoca o aumento de colesterol total, LDL-colesterol e diminuição do HDL-colesterol, podendo evoluir, então, para quadros de doenças cardiovasculares. Ademais, terá efeito na alimentação alterando o metabolismo de vitaminas do complexo B e C, cálcio, zinco, magnésio e ferro.

O estresse diminui de forma significativa a expectativa de vida, por isso a necessidade de conhecer melhor os seus métodos de tratamento, para que, dessa forma, esse quadro mude na sociedade. 

2.2 Ansiedade

Relatos da Grécia Antiga mostram a ansiedade sendo descrita através da representação mitológica do deus Pã. Também conhecido como deus dos bosques, dos rebanhos e dos pastores, era temido por quem necessitava percorrer as florestas à noite, principalmente pela sua aparência medonha, metade homem e metade carneiro. A escuridão e a solidão desses trajetos induziam a pavores, ímpetos súbitos, como um “ataque de pânico”. Deste modo tem-se a origem da palavra pânico (NARDI, 2006).

A ansiedade é um alerta que demonstra um perigo propínquo e possibilita a pessoa a tomar medidas para enfrentar a ameaça. Esta que é desconhecida, interna, vaga ou conflituosa. O medo é visto como um sinal de alerta semelhante, no entanto se diferencia por ser uma resposta a uma ameaça externa, conhecida, definida ou não conflituosa (SADOCK, SADOCK, et al., 2017).

Freud (1925) afirma que “[...] o ato de nascer é a primeira experiência de ansiedade, sendo assim a fonte e o protótipo da sensação da ansiedade”. A ansiedade pode, todavia, vir a se tornar disfuncional, acarretando prejuízos sociais e funcionais ao ser humano, assim sendo designada como patológica (MARTINS, CARRILHO, et al., 2016).

Devido à complexidade do tratamento da ansiedade, tem-se o uso associado de métodos não farmacológicos como um excelente fator no combate desse sintoma. Sendo que, frequentemente, há resistência por parte de pacientes com Transtornos de Ansiedade em aceitar que a causa de seus sintomas seja um transtorno mental. Na atualidade, a psicoeducação caracteriza-se como um aspecto fundamental para promover maior aderência ao tratamento, bem como uma explicação clara sobre o que é a doença, seus sintomas e tratamento é de extrema importância. Tendo assim, a prática regular de atividades físicas e a eliminação do uso de estimulantes como opções para auxiliar o manejo com esses pacientes (LOPES, 2009; SADOCK; SADOCK; RUIZ, 2017).

Segundo Castilho, Recondo, et al. (2000), os familiares possuem um amplo papel no manejo dos pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), a qual deve ser abordada de modo assistencial integral e continuado. É dever dos profissionais de saúde acolher os familiares, fazer com que entendam a doença e suas peculiaridades, e preparem-se com as melhores formas de lidar com ela. Conflitos e descompassos na dinâmica familiar podem surgir por falta de orientação da família, o que causa prejuízos no processo terapêutico (PEREIRA; PEREIRA JÚNIOR, 2003).

2.3 Ansiolíticos         

Os ansiolíticos são medicamentos que têm a propriedade de atuar sobre a ansiedade. Estas drogas já foram chamadas de tranquilizantes, por acalmarem a pessoa estressada, tensa e ansiosa. Atualmente, prefere-se utilizar a designação ansiolítico. Os ansiolíticos "destroem" (lise) a ansiedade. Os ansiolíticos mais comuns são os benzodiazepínicos.

Com a vida agitada e os problemas cotidianos, o uso de ansiolíticos tem sido amplamente difundido, na tentativa de driblar sintomas de ansiedade e estresse, porém, esta problemática denota também o uso indevido da população juntamente com prescrições desnecessárias, o que aumenta a possibilidade de uso indiscriminado, e até, de intoxicações, sendo necessário maior critério para a indicação desses fármacos.

Fávero, Santos e Santiago (2017), elucidam que o uso de psicotrópicos normalmente são prescritos por neurologistas ou psiquiatras, entretanto, o uso ocorre muitas vezes por conta própria, sem a devida prescrição médica e por tempo indeterminado e prolongado, sendo o uso destes, irracional. O que evidencia um problema de saúde pública.    

3. Métodos Não Farmacológicos para Remissão dos Sintomas de Estresse e da Ansiedade

3.1 O Uso da Fitoterapia para o Tratamento do Estresse e da Ansiedade

Segundo Bruning Et al (2012) os fitoterápicos, bem como a aplicação de plantas medicinais, fazem parte da prática da medicina popular, e podem ser considerados um conjunto de saberes de grande importância para a medicina  e utilizados por muitos, entretanto, pode se verificar que tal prática diminuiu frente ao processo de industrialização, ocorrido no país nas décadas de 1940 e 1950. Pode ser considerada uma forma eficaz de atendimento primário, usado para complementar o tratamento usualmente empregado para a população de menor renda.

Todavia, cabe ressaltar que é necessário preparo por parte dos profissionais, pois a aplicabilidade depende de um conhecimento prévio sobre saúde e também sobre a terapêutica dos fitoterápicos, a fim de encontrar a eficácia e prevenir intoxicações. Desta forma, pode-se perceber que demanda conhecimento prévio e responsabilidade por parte dos médicos, onde tal uso pode ser complementar ao tratamento usual.

Estudos apontam que há um incremento no uso de fitoterápicos, onde a população busca uma utilização menos agressiva e com menos efeitos colaterais. Destaca-se que na história do uso de fitoterápicos vamos encontrar o uso de plantas medicinais para muitas patologias, desde o século da colonização onde tais usos eram considerados indígenas e feito pelos pajés, a população não tinha esse acesso e utilizava o que vinha através das importações.  (BRUNING, 2012). Observa-se que naquele tempo não se tinha muito conhecimento sobre as plantas medicinais e muito tempo e estudo, foram necessários para que as estas fossem conhecidas no mundo todo.

Com o passar do tempo o uso das plantas medicinais fora sendo substituído pelos fármacos, por sua promessa de cura rápida. Mas este fato vem se modificando à medida em que os fitoterápicos alcançam espaço neste mercado. Hodiernamente percebe-se um descaso ou desconhecimento por parte dos profissionais no que tange ao uso deste modelo terapêutico (BRUNING APUD TOMAZZONI, 2012). Autores dissertam que ainda existem poucos estudos que difundam tal práxis e comprovem sua eficácia.

Pensando em estresse e ansiedade, temos que levar em conta que este é um mal que acomete 90% da sociedade, sendo considerado um problema atual e de saúde pública. (KUREBAYASHI ET AL, 2016).

A “Estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Medicina Tradicional 2014-2023” definiu: como objetivos a ampliação da utilização, pelos Estados Membros, dos conhecimentos de Medicina Tradicional Chinesa para a melhoria da saúde, do bem-estar das populações e para a atenção centrada nas pessoas. (KUREBAYASHI ET AL, 2016 P. 856).

Destarte, pode-se verificar que em países como a China o uso de plantas medicinais é amplamente difundido, e tem grande eficácia, entretanto pesquisas ainda devem ser feitas para comprovar empiricamente, principalmente no que diz respeito ao mecanismo de ação, e a avaliação dos seus efeitos.

Um estudo randomizado feito pela Universidade de São Paulo comprova que pode-se obter resultados positivos quanto ao uso de fitoterapia para tratar o estresse onde GMDZ tem três componentes, dentre eles o alcaçuz (Gycyrrhiza). Estudos cromatográticos do alcaçuz (Gycyrrhiza) ou Gan Cao (Glycyrrhiza uralensis) indicam que o principal princípio ativo é o ácido glicirrízico, um potente inibidor de 11b-hydroxysteroid dehydrogenase (11b-HSD1 e 11b-HSD2). Essas isoenzimas são fundamentais no metabolismo do cortisol. (KUREBAYASHI ET AL, 2016). Cabe, ressaltar, que altos níveis de cortisol estão intimamente relacionados ao estresse e a depressão, suscitando tratamento imediato, para que não haja piora dos sintomas.

Tal estudo revela que outro princípio é o fruto da jujuba (Ziziphus jujube), também utilizada na China para tratamento de insônia e ansiedade. Seu principal biocomponente é jujubogenina, sendo a Jujuboside A (JuA) o seu principal componente. Estudos indicam que a JuA possui ação direta no sistema glutamatérgico no hipocampo por meio da inibição do glutamato, via modulação da CaM kinase(23), o que desenvolve uma potente ação contra efeitos do estresse. (KUREBAYASHI ET AL, 2016).

Assim sendo, é possível notar que, mesmo diante do fato que bons efeitos possam ser comprovados, é preciso que hajam mais pesquisas dedicadas ao presente tema, especialmente com amostras maiores que levem a uma maior confiabilidade. 

3.2 Acupuntura no Tratamento do Estresse e Ansiedade

  Trindade (2017) nos ensina que a acupuntura é uma técnica eficaz para o tratamento de muitos tipos de dores, e que aos poucos tem ganhado espaço para discussão científica, sendo uma forma milenar de medicina chinesa. Na teoria da acupuntura, sabe-se que as desordens corporais são difundidas em pontos específicos na pele, ou abaixo dela. São utilizadas agulhas apropriadas e técnicas específicas para a atuação ora citada.

 Como sabemos, a ansiedade por si só não caracteriza uma patologia, mas, o seu grau elevado e contínuo deve ser considerado um sinal de alerta, pois, torna-se prejudicial para o indivíduo, comprometendo sua qualidade de vida, configurando assim, um quadro patológico. Os sinais e sintomas de transtorno de ansiedade tem tido um crescimento alarmante onde ocorrem tensão, inquietação levando ao quadro crônico.

Como nos mostra Trindade (2017) a acupuntura pode ser considerada uma forma eficaz para alívio da ansiedade e do estresse, e destaca ainda que tal prática é muito utilizada em países como o Japão, entretanto, são necessárias mais pesquisas, pois sua eficácia ainda é muito questionada, como demonstrado abaixo:

A acupuntura teve origem há mais de 4.000 anos e, posteriormente, passou a ser utilizada no Japão e na Coreia do Norte e do Sul, expandindo-se por toda a Ásia. Essa terapia atingiu o mundo ocidental a partir da década de 1970 e, desde então, tem sido questionada a sua eficácia em relação aos pacientes, as condições clínicas e aos eventos antigênicos. Os estímulos são conduzidos para o Sistema Nervoso Central, desencadeando uma resposta, com melhora na doença e/ou sua sintomatologia. O ato de introduzir a agulha na pele gera uma freqüência de 2 a 3 Hz, estimulando fibras nervosas que conduzem à dor e provocando uma seqüência de reações para o seu alívio. Estas reações estimulam a liberação de substâncias analgésicas (opióides endógenos), que atuam no cérebro e também reforçam o controle da dor segundo a teoria do portal. Os opióides mais importantes são β-endorfina, 7 metencefalina, encefalina e dimorfina, responsáveis por proporcionar um relaxamento mais efetivo e, em alguns casos, causar sonolência e aliviar tensões proporcionadas pelo estresse. (TRINDADE, 2017, P.7)

Diante de todo o exposto, pesquisas precisam ser implementadas a fim de comprovar a eficácia das formas alternativas de se tratar o estresse, todavia, ganhos já podem ser observados, tais como melhora e remissão da sintomatologia do estresse e da ansiedade.

Estudos demonstram que o mecanismo neuro-humoral da acupuntura apresenta efeitos benéficos nas funções do sistema neurovegetativo simpático e parassimpático, com a participação de vários tipos de neurotransmissores como a serotonina, dopamina, acetilcolina, noradrenalina, que diminuem os sintomas da ansiedade. Comprova-se que a acupuntura reduz a atividade simpático adrenal associada à ansiedade, levando ao relaxamento, calma e diminuição subjetiva do estresse. (TRINDADE, 2017).

Portanto, esta revisão bibliográfica demonstra que o uso da acupuntura oferece um resultado positivo e uma possibilidade para reduzir o estresse e a ansiedade e o mesmo deve ser propagado para a sociedade. 

3.3 Atividade Física

Estudos variados a respeito da relação entre estresse e atividade física demonstram que o exercício regular está relacionado com uma boa saúde mental. No entanto há outros fatores contribuintes para a obtenção da saúde mental-emocional.

Conforme Jackson, Morrow, Hill & Dischman (1999), existe um grande impacto do fitness físico sobre o fitness social, emocional e intelectual; devido a influência psicológica da atividade física sobre o estresse, a depressão e a ansiedade. Ao melhorar a saúde mental, melhora-se a auto-estima e o sono, por consequência das adaptações biológicas causadas pela atividade física, que diminuem a ansiedade e a depressão.

De acordo com North e Col. (1990), o exercício físico possui uma indubitável ação antidepressiva, diferenciada para cada forma existente de atividade física (moderada ou intensa). Todos os tipos de exercício físico, inclusive o anaeróbico (RML e Força) são eficazes, sendo que quanto maior a duração do programa e a intensidade das sessões realizadas, melhores os resultados serão. Da perspectiva comparativa, a atividade física apresenta resultados iguais ao da psicoterapia e melhores que o relaxamento. Assim sendo muito mais eficazes juntos do que cada um separado.

Por Nieman (1999), o condicionamento físico também auxilia o corpo a se proteger dos efeitos perniciosos do estresse mental. E quando os indivíduos são submetidos a situações estressantes, eles apresentam um aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, das catecolaminas e da atividade do sistema nervoso.

Os pesquisadores denominam essas alterações de reatividade cardiovascular ao estresse mental. Pesquisas da Duke University demonstram que em alguns indivíduos suscetíveis, a reatividade cardiovascular pode desencadear um ataque cardíaco. Acredita-se que a redução da reatividade ao estresse mental seja importante na administração dos eventos cotidianos da vida e do trabalho. O exercício físico é útil porque à medida que o indivíduo se adapta ao aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e dos hormônios do estresse que ocorrem durante o exercício, o corpo é fortalecido e treinado a reagir mais calmamente quando as mesmas respostas são desencadeadas por um estresse mental/emocional.

Ainda Nieman (1999), afirma que usualmente os pacientes deprimidos são sedentários e apresentam uma redução considerável de seus sinais e sintomas depressivos ao começar a prática regular de exercícios. A ansiedade, caracterizada por apreensão, tensão ou insegurança, tem origem pela antecipação de um perigo real ou imaginário. Esse sentimento relativamente normal afeta quase todas as pessoas em alguma parte de suas vidas. Mas ao se tornar excessiva ou não realista, pode interferir na normalidade funcional. Os distúrbios de ansiedade, incluindo fobias, crises de pânico e comportamentos obsessivos-compulsivos, são os problemas de saúde mental mais predominante. Tem se a redução do estado de ansiedade após o exercício intenso como um dos benefícios psicológicos mais frequentemente relatados da atividade física, um efeito que pode perdurar por várias horas. O efeito da redução da ansiedade é observado com os exercícios aeróbicos, mas não com os anaeróbicos.

Há pelo menos seis aspectos diferentes que induzem a uma sensação de bem-estar, tais como: autocontrole, interação social, distração da rotina, melhoria da aptidão cerebral, estímulo de neurotransmissores e opiáceos corporais. Dependendo do indivíduo, todos esses fatores, em graus variados, podem contribuir para melhorar a saúde mental das pessoas que se exercitam regularmente.

3.4 Musicoterapia

De acordo com Cunha et al (2008), a prática da musicoterapia iniciou-se por volta do século XX, prosperando de forma relevante diante dos estudos e pesquisas atuais, os quais buscam compreender seu uso, visto que é reconhecida pela expressão subjetiva de todos os envolvidos.

A partir de uma perspectiva investigativa, pode-se interpretar a Musicoterapia como o uso profissional da música e seus elementos para o intermédio em meios médico-educacionais da rotina de indivíduos, grupos, famílias ou comunidades que buscam a otimização da qualidade de vida e a melhoria de suas condições físicas, sócio comunicativas, emocionais, intelectuais, espirituais e de saúde e bem estar. Sendo que a investigação, a educação, a prática e o ensino clínico em musicoterapia são baseados em padrões profissionais de acordo com contextos culturais, sociais e políticos (SILVA, 2016)

A musicoterapia vem sendo utilizada como método não farmacológico e não convencional a fim de proporcionar alterações psicológicas e fisiológicas nos seres humanos, contribuindo dessa forma de modo positivo no desenvolvimento cognitivo e promovendo assim melhorias nas condições de saúde, de maneira holística, além da minimização dos efeitos deletérios de procedimentos invasivos e enfermidades (MEDINA, 2016).

Para a utilização da musicoterapia no combate ao estresse é necessário que se identifique o precursor desse sintoma e assim tomar algumas atitudes, tais como: permanecer em silêncio, escutar uma boa música e de gosto pessoal que induza alívio e relaxamento, podendo ser instrumental ou não. Percebe-se ainda que tocar algum instrumento como bateria ou guitarra também apresenta influência nessa promoção de alívio e bem-estar (MANFIO; SANTOS, 2016).

3.5 Yoga

Segundo Pinheiro et al (2007), o Yoga é uma filosofia oriental que busca harmonizar as funções psíquicas e físico orgânicas integrando o organismo em sua totalidade. Ele é utilizado para diversas finalidades, dentre elas o alívio do estresse físico e mental e da ansiedade. Existem numerosas ramificações, mas no ocidente costuma-se utilizar o pránáyáma (exercícios respiratórios que equilibram a bioenergia), ásanas (posturas físicas de força, alongamento, isométrica e equilíbrio), yoganidra (relaxamento psicofísico) e a dhyana (meditação), que serão descritas com mais detalhes abaixo. (BAPTISTA; DANTAS, 2002)

No pránáyáma, quando controlamos a respiração, através dos exercícios respiratórios, e a deixamos mais lenta, levamos a calmaria mental e emocional. Ritmando-a, estabelecemos a harmonia entre à vontade, a mente e os impulsos antes conflitantes entre si. Através do controle respiratório o homem alcança o controle sobre a energia vital, e o maior domínio sobre o corpo e o emocional, ou seja, o equilíbrio psicofísico.

Os Ásanas proporcionam flexibilidade, homeostase endócrina através da ativação glandular. Além de atenuar as doenças, instabilidades emocionais, ilusões e inquietações mentais.

No Yoganidra o indivíduo fica completamente relaxado, com a respiração suave e pensamentos positivos, gerando bem-estar.

O dhyana (meditação) é a evolução do treinamento mental, que irá reduzir o estresse e aumentar a capacidade mental.

O yoga, portanto, tem eficácia na melhora da saúde, qualidade de vida, reduzindo sintomas do estresse e da ansiedade.

3.6 Reeducação Alimentar

A alimentação inadequada está relacionada com o desenvolvimento da ansiedade. Estudos realizados apontaram que a suplementação com os compostos bioativos como L-triptofano, ômega 3, magnésio e vitaminas do complexo B aliviam os sintomas da ansiedade. (ANDRADE et al., 2018)

Experimentos realizados em camundongos com alterações no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, ocasionadas pela deficiência de magnésio, auxiliaram para a hiper-emocionalidade, outro estudo parecido foi realizado com o L-triptofano e também com o ômega 3. Ambos ao serem tratados com essas substâncias demonstraram redução da ansiedade. Logo, deve haver um estímulo ao consumo dos alimentos que possuem esses nutrientes pelas pessoas que sofrem de ansiedade. (ANDRADE et al., 2018)

Ademais, Senra (2017), relatou que o magnésio apresente efeito também sobre o estresse, aumentando o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), modulando a neurotransmissão, além de auxiliar na diminuição dos níveis de marcadores inflamatórios. Porém, a ingestão dele é mais eficaz em quantidades médias, pois quando elevada altera a homeostase do organismo, afetando a função deste. Além disso, o zinco tem a capacidade de diminuir as decorrências do estresse na depressão, aumentando também os níveis de BDNF, mediando a inflamação e o estresse oxidativo.

O maior consumo de alimentos com elevada carga glicêmica (CG), aumenta a recaptação de triptofano no cérebro, logo, a sua metabolização em serotonina, devido a ele estar associado ao consumo de hidratos de carbono e a libertação de insulina. (SENRA, 2017)

A deficiência de vitaminas do complexo B tem como consequência o aumento do declínio cognitivo (B12), diminuição da síntese da serotonina (B6) e alteração na síntese de neurotransmissores (B9, na vitamina D também). (SENRA, 2017)

Alguns exemplos de alimentos que contém: (Prefeitura de Belo Horizonte, 2012)

  • Vitaminas do complexo B: Abóbora, agrião, alface, alho, almeirão, batata doce, batata inglesa, berinjela, brócolis, cará, cebola, cenoura, chuchu, couve, couve-flor, espinafre, inhame, jiló, mandioca, mandioquinha, pepino, pimentão, quiabo, repolho, taioba, salsa, cebolinha, tomate, vagem, abacate, ameixa, abacaxi, banana, caju, caqui, coco, goiaba, jaca, laranja, limão, maça, mamão, manga, maracujá, melancia, melão, morango, pera, pêssego, tangerina, uva, arroz, aveia, milho verde, trigo, feijão, ervilha, soja (exceto B12), leite e derivados;
  • Magnésio: Espinafre, tomate, caqui e tangerina;
  • Zinco: Açaí e banana;
  • Ômega 3: Peixes de água fria (salmão), sementes de linhaça, óleos vegetais, nozes, alguns tipos de vegetais e frutos do mar. (ANJO, 2004)

Considerações Finais

A partir desse levantamento bibliográfico pode-se concluir que os métodos não farmacológicos para o tratamento do estresse e da ansiedade são eficazes. Entretanto, cumpre ressaltar que, no caso do uso de fitoterápicos são necessárias mais pesquisas que comprovem a eficácia da remissão dos sintomas. No que tange ao uso dos psicotrópicos, chega-se à conclusão que é preciso que haja critério na prescrição, assim como educação em saúde para que a população não faça uso indiscriminado. Já no caso da acupuntura os estudos revelam êxito para o tratamento dos transtornos supracitados.

Ao pesquisar a variável musicoterapia e atividade física pode-se compreender que ambas são benéficas ao tratamento, com melhor relação custo benefício e acessibilidade. Os artigos que dissertam sobre reeducação alimentar apresentam limitações, pois não especificam os alimentos que devem ser consumidos para auxiliar na redução dos sintomas do estresse e ansiedade, e sim os componentes alimentares, tais como: triptofano, ômega-3, zinco, magnésio e vitaminas do complexo B. E por fim, o yoga também demonstra promover melhoria na sintomatologia. Assim sendo, verifica-se que existe uma carência de pesquisas nessa área, o que torna imprescindível uma maior dedicação cientifica ao presente tema.

Em futuros artigos, existe o desejo por parte desses pesquisadores em realizar pesquisa de campo, que explore a adesão por parte dos médicos e dos pacientes aos métodos apresentados.

Referências:

ANDRADE, Eduarda Aparecida Franco de et al. L-Triptofano, ômega 3, magnésio e vitaminas do complexo B na diminuição dos sintomas de ansiedade. Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v. 12, n. 40, p. 1129-1138, 2018.

ANJO, Douglas Faria Corrêa. Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular. Jornal Vascular Brasileiro, v.3, n.2, p.145-154, 2004.

ALEXANDRE, R., BOTTA, A., MICHELS, C., MARIA, E., & OLIVEIRA, S. M. (2018). Transtorno De Ansiedade Generalizada Sob a Ótica Da Teoria Cognitivo Comportamental. Nip, 11(3), 1–5. https://doi.org/2334243246bvd.

BRENTINI, L. C., BRENTINI, B. C., ARAÚJO, E. C. S., AROS, A. C. S. P. D. C., & Aros, M. S. (2018). Generalized Anxiety Disorder in the Clinical and Social Context in the Field of Mental Health. Nucleus, 15(1), 237–248. https://doi.org/10.3738/1982.2278.2700.

BRUNING, M., C., R., ET AL. A utilização da fitoterapia e de plantas medicinais em unidades básicas de saúde nos municípios de Cascavel e Foz do Iguaçu – Paraná: a visão dos profissionais de saúde. Universidade Paranaense, Departamento de saúde e sociedade. Revista Ciência e saúde coletiva, 17 (10) 2675-2685, 2012.

BAPTISTA, M.R; DANTAS, E.H.M. Yoga no controle de stress. Fitness & Performance Journal, v.1, n.1, p.12-20, 2002.

COSTA, José Roberto Alves da; LIMA, Josefa Vieira de; ALMEIDA, Paulo Cesar de. Stress no trabalho do enfermeiro. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 37, n. 3, p. 63 – 71, 2003.

CASTILLO, A. R. G., RECONDO, R., ASBAHR, F. R., MANFRO, G. G., REGINA, A., & CASTILLO, G. L. (2000). Transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Psiquiatria, 22(Supl II), 22–25. https://doi.org/10.1590/S1516-44462000000600006

CUNHA, R.; VOLPI, S. A prática da musicoterapia em diferentes áreas de atuação. Revista Científica/ FAP, Curitiba, v.3, n.1, p.85-97, jan./dez. 2008.

FAVERO, V., R., SATO, M., O.; SANTIAGO., R., M., Uso de ansiolíticos, abuso ou necessidade. Visão Acadêmica, Curitiba, v.18, n.4, Out. - Dez./2017  ISSN 1518-8361.

FREUD, S. Inibições, Sintomas e Ansiedade. In: FREUD, S. Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. v. 20. Rio de Janeiro: Imago, p. 81-167, 1996. (Originalmente publicado em 1926).

HORIZONTE, Prefeitura de Belo. Dicionário dos Alimentos. Belo Horizonte, 2012. Encontrado em: http://www.pbh.gov.br/smaab/cartilhas/dicionario_dos_alimentos.pdf. Acesso em: 18 de outubro de 2018. 

KUREBAYASHI, L., F., S., ET AL. Fitoterapia chinesa para redução de estresse, ansiedade e melhoria de qualidade de vida: ensaio clínico randomizado. Revista da Escola de Enfermagem da USP, vol. 50, núm. 5, septiembre-octubre, 2016, pp. 855-862, Universidade de São Paulo São Paulo, Brasil. Disponível em http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=361048760020, acesso em: 18 de outubro de 2018. 

LOPES, A. C. Tratado de Clínica Médica. 2. ed. Saõ Paulo: Roca, v. 2, 2009.

MANFIO, V.; SANTOS, V. Musicoterapia: a música como tratamento para doenças. 2016. Disponível em: <https://www.altoastral.com.br/musicoterapia-musica-tratamento/>.

MARGIS, R. et al. Relação entre estressores, estresse e ansiedade. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul, v. 25, suppl.1, p. 65-74, abril 2003.

MARTINS, M. D. A. et al. (Eds.). Clínica Médica. 2. ed. Barueri: Manole, v. 6, 2016. 

MEDINA, IMF. Efectividad de la musicoterapia en la reducción de las apneas del prematuro. Nuberos Científica, 2016; 2(6). [acesso em 10 mar. 2016]. Disponível em: <http://nc.enfermeriacantabria.com/ index.php/nc/article/view/132>.

NARDI, A. E. Some notes on a historical perspective of panic disorder. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 55, n. 2, p. 154-160, 2006. Disponivel em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0047-20852006000200010&lng=en&nrm=iso>. 

PAIS-RIBEIRO, J. L., Honrado, A., & Leal, I. (2004). Contribuição Para O Estudo Da Adaptação Portuguesa Das Escalas De Ansiedade, Depressão E Stress ( Eads ). Psicologia, Saúde & Doenças, 5(2), 229–239. https://doi.org/10.1080/13548500500524088.

PEREIRA, M. A. O.; PEREIRA JR, A. Transtorno mental: dificuldades enfrentadas pela familia. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 37, n. 4, p. 92-100, dez. 2003. ISSN 1980-220X. Disponivel em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v37n4/11.pdf>. 

PINHEIRO, C. H. J. et al. Uso do ioga como recurso não-farmacológico no tratamento da hipertensão arterial essencial. Revista Brasileira de Hipertensão, Fortaleza, v.14, n.4, p. 226-232, 2007.

ROCHA, Gabriela. Dia Mundial de Combate ao Estresse. Disponível em: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/50196-dia-mundial-de-combate-ao-estresse. Acesso em: 10 de outubro de 2018.

RONSEIN, G. E. et al. Influência do estresse nos níveis sanguíneos de lipídios, ácido ascórbico, zinco e outros parâmetros bioquímicos. Revista Brasileira de Análises Clínicas, Florianópolis, v. 35, n. 1, p. 19 – 25, 2003.

SADOCK, B. J.; SADOCK, V. A.; RUIZ, P. Compêndio de Psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.

SENRA, Inês do Carmo Ribeiro. Alimentação e Depressão. 2017. 25 f. TCC-Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, Universidade do Porto, Porto. 

SILVA, G. Após sofrer AVC, aposentado aposta na musicoterapia para se recuperar: tratamento está entre alternativas oferecidas pelo SUS. 2017. Disponível em: <http://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2017/04/vida/viver_com_saude/2098309-apos-sofrer-avc-aposentado-aposta-na-musicoterapia-para-se-recuperar.html>.

TRINDADE, N., P., C., Acupuntura no tratamento dos transtornos da ansiedade. Manaus, 2017, Faculdade Faserra. TCC. Disponível em http://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/227/137-Acupuntura_no_tratamento_dos_transtornos_da_ansiedade.pdf. Acesso em 18 de outubro de 2018.

VIEIRA, J.,L.,L.,  ET AL, A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade. Universidade Estadual de Maringá. PR. 2009. Disponível em http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v58n1/a02v58n1. Acesso em 21 de outubro de 2018.

Informar um Erro Publique Seu Artigo